terça-feira, 14 de outubro de 2014

Animus e Anima e Nosso Inconsciente

Animus e Anima e Nosso Inconsciente

Carl Gustav Jung, psicólogo e discípulo de Freud, falava no inconsciente coletivo e nos arquétipos, nos símbolos do inconsciente. Estes símbolos estão presentes em todas as pessoas e são como imagens e conceitos que são alterados para o positivo ou negativo de acordo com traumas desta vida e de vidas passadas, vidas paralelas e dimensões. Ele falou dos arquétipos Anima e Animus, que seriam como a energia feminina e masculina (como dualidade), porém presentes em pessoas do sexo oposto, como espelho dos nossos processos de relacionamento com as figuras do sexo oposto das nossas vidas.

Anima seria como a bolinha preta no espaço branco do Yang e Animus seria como a bolinha branca no espaço preto do Yin.


Animus seria a parte masculina existente dentro do inconsciente coletivo da mulher, são arquétipos de homens (são quatro) em quatro fases da vida, que refletem as experiências com as figuras masculinas com quem a mulher entrou em contato nestas fases. Por exemplo, a figura de um pai, de um tutor, do marido, do filho. São estas figuras idealizadas que a mulher procura em um pai, um irmão, um namorado, um marido, um professor, em instituições religiosas, na mídia.

Carl G. Jung falou de quatro arquétipos de Animus dentro do inconsciente coletivo feminino.

. Homem do poder físico


O homem do poder físico seria o arquétipo musculoso, como Hércules ou Sansão. Para as mulheres, seria do nível mais físico, sexual, dos primeiros chacras. O homem dos instintos mais animais. Toda mulher sente atração por tipos musculosos ou pelo menos com músculos definidos. Seria como as forças do segundo chacra, as forças sexuais.

. Homem da ação e do romance


Este homem de ação e romance já pensaria um pouco mais, teria capacidade de iniciativa, de ação e planejamento, estratégia. É o homem sedutor, ou o herói dos mitos que planeja salvar a princesa do dragão ou eliminar adversários (que seriam simbolizados como o dragão) e conquistar a mulher. Ele tem um pouco menos de músculos. E precisa de aventura. É o aventureiro, como muitas mulheres sonham em ter.

. Professor, orador


O arquétipo do professor é bem claro. Um homem que vai ensinar, que tem um conhecimento maior. Toda mulher no fundo gosta de homens que sabem mais que ela em algum aspecto.

. Homem guia para o auto-conhecimento e para questões espirituais


Este arquétipo já seria mais do lado espiritual, seria um guia espiritual que leve para o auto-conhecimento. Pode ser Jesus, Buda, Krishna ou algum líder espiritual que a mulher queira seguir, alguma imagem de Deus.

Anima seria a parte feminina existente dentro do inconsciente coletivo do homem, arquétipos de mulheres, da mesma maneira que ocorre com Animus, são quatro arquétipos de Anima para as fases da vida e refletem as figuras femininas que surgem durante a vida do homem, como a mãe, a namorada, a esposa, a filha. Assim como na mulher, o homem procura o arquétipo da mulher ideal nas mulheres com as quais ele convive.

Carl G. Jung também falou de alguns tipos de Anima que os homens procuram tanto em mulheres que ele convive como em imagens mitológicas.

. Eva


Eva seria como a mulher que possui os traços físicos ou de tentação sexual, assim como o homem musculoso satisfaz a parte mais primitiva da mulher.

. Helena de Tróia


Helena de Tróia seria o arquétipo da mulher sedutora, que é desejada por vários homens e por isto leva o homem a ter que ser desafiado, o leva para ser o homem que precisa de uma estratégia para conquistar a mulher amada, pois agora ele tem adversários. É o lado feminino do homem de ação e de romance.

. Maria mãe de Jesus


Este é o aspecto maternal do arquétipo, com a sabedoria típica das mulheres, do instinto da mulher no sentido mais superior, o instinto maternal. É a mãe que carrega o filho em seu ventre e esta sabedoria o homem não consegue ter, é o que exclusivamente a mulher pode ensinar ao homem e ele não consegue saber pois não teve a experiência.

. Sofia


Este aspecto de Anima, Sofia, seria como a deusa grega Sofia que quer dizer "Sabedoria". É a sabedoria divina. É onde toda a dualidade é convertida em unicidade (os opostos são resolvidos com as virtudes e os conceitos da sabedoria divina).

Ela carrega na mão esquerda o cauduceu de Hermes, que seriam os chacras sendo abertos e os conflitos internos sendo resolvidos. Acima dela está a rosa e a cruz, a pomba do Espírito Santo e o terceiro olho. É o aspecto Yin, da água, da lua. É o que clareia as nossas questões adquiridas no mundo material, através da sabedoria divina.

Na mão direita, ela carrega o livro que simboliza o conhecimento. O sol aparece no lado direito, simbolizando o intelecto, a parte masculina da energia e também o espírito.

Estes são os opostos que Sofia consegue harmonizar e complementar.

Emma Jung (filha de Jung) diz que no princípio, projetamos para fora, nas nossas vidas, estas figuras arquetípicas, nas pessoas que convivemos. Em pessoas reais, é claro que estes ideais não serão atingidos e a pessoa precisará resolver este conflito interno para estar em paz.

É preciso tomar muito cuidado com as projeções que as pessoas fazem nos ídolos da mídia, pois muitos estão sendo manipulados por um governo oculto e ídolos são arquétipos poderosos que podem lançar conflitos internos nas pessoas. O fato destes ídolos descambarem a fazer coisas absurdas não é mero acaso. Um exemplo recente, um ídolo das adolescentes e pré-adolescentes desta geração que começou a se comportar de maneira ridícula, Justin Bieber. As meninas que o tinham como arquétipo de projeção de algum aspecto do Animus podem ter criado um conflito interno e podem passar a ter atração por tipos iguais ou então resolver o conflito, arranjando outro tipo de homem para a projeção. Mesmo os filmes, tenho observado como os mesmos são manipulados e tem um excesso de violência, armamento pesado, são sempre competitivos e agressivos.

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UNICIDADE E DUALIDADE

Unicidade e Dualidade

DEFINIÇÃO

Unicidade é a sabedoria divina, a inspiração divina que promove a síntese do aprendizado das virtudes e o retorno à Fonte Criadora, à essência, ao Deus criador.


Dualidade é a maneira com a qual enxergamos este mundo da terceira e quarta dimensões, num conceito de opostos ou polaridades. Como o bem e o mal, frio e calor, luz e escuridão, amor e ódio.

 

Esta é a visão do homem enquanto está nestas dimensões mais densas e são conceitos mentais, construídos para que possamos aprender as lições que nos propomos antes de encarnarmos.