terça-feira, 14 de outubro de 2014

Unicidade e Dualidade (Parte II)

UNICIDADE E DUALIDADE

PARTE II

Para ver a parte I e III, clique aqui: 

UNICIDADE E DUALIDADE (PARTE I)
UNICIDADE E DUALIDADE (PARTE III)

DUALIDADE NO MUNDO EMOCIONAL E ESPIRITUAL

A dualidade do bem e do mal é muito vasta. Definir o que é o mal apenas como sofrimento também não dá certo. Afinal, há sofrimentos que aparecem para o bem, há males que vem para bem, para o aprendizado. Podemos pensar assim no conceito de aprendizado para a dualidade do bem e do mal.


Ao lidarmos com a dualidade com relação aos conceitos espirituais e emocionais, o processo é um pouco diferente da dualidade no mundo físico. Esta decomposição conceitual serve para resolvermos nossas questões internas.

A cada vez que deparamos com uma questão, entramos na dualidade. Nossa mente enxerga a situação com as lentes da dualidade, nossos dois olhos (por isto são dois). Esta decomposição serve para organizarmos como se fosse uma “peça de teatro” dentro de nossas mentes, uma novela, um filme.

Alguns dizem que somos espíritos e então resolvemos vir para a terceira dimensão, o mundo físico. Neste mundo, resolvemos assumir papéis, do lado do bem ou do mal. Reptilianos por exemplo teriam topado vir no papel do mal predominantemente (não necessariamente) mais trevoso, também para aprender algo. O resto dos participantes nesta peça teriam a propensão para o bem e para o mal, mas não tão predominantemente para o mal como os reptilianos.

Men In Black e a hora em que os aliens retiram suas máscaras nesta peça


Ao analisarmos esta peça de teatro, precisamos encontrar uma solução para esta questão apresentada pelas nossas mentes.

Nesta hora, se pedimos ajuda ao plano divino para resolver esta questão, aprendemos a resolvê-la do ponto de vista da unicidade, da sabedoria divina, que nos inspira e sintetiza este aprendizado em um conceito da mente divina. 

A questão pode se apresentar como um conflito. Por exemplo, precisamos aprender a perdoar a partir deste conflito. O perdão é o aprendizado da unicidade, o conceito divino, a inspiração divina que resolve a questão, que soluciona e sintetiza o aprendizado e faz parte da unicidade, da mente divina. 

A unicidade seria como um conjunto de conceitos que unem e não separam. São como a tolerância, a paciência, o amor incondicional, o perdão, a compaixão, a cooperação, a integração.

Para aprendermos a sair da intolerância e irmos para a tolerância, precisamos aprender a aceitação.

Para aprendermos a sair da impaciência para a paciência, precisamos aprender a tolerância.

Aqui um vídeo da monja Jetsunma Tenzin Palmo, falando sobre a paciência, sobre como devemos agradecer aos que fazem o papel de maus neste mundo, pois eles nos fazem aprender a paciência e tantas outras coisas.


Para aprendermos a sair do ódio e irmos para o amor, precisamos aprender o perdão.


Para aprendermos a sair da dúvida e caminharmos para a fé, precisamos receber curas e graças.

Para sairmos da frustração para a realização, precisamos da mudança.

Para sairmos da competição para a cooperação, precisamos da ideia de abundância.


Assim vamos aprendendo estes conceitos a partir da vivência diária. As questões se apresentam todos os dias, até que aprendamos a enxergar e resolver tudo com os olhos de Deus, com os conceitos que nos levam à unicidade. É assim que passaremos do mundo da dualidade para o mundo da unicidade. 

Ainda levará um bom tempo até que grande parte da humanidade consiga atingir este grau de compreensão da divindade interna e da unicidade. O mundo da quinta dimensão, da unicidade, ainda levará um tempo para estar na Terra de uma maneira mais efetiva.


Sim, se você já percebeu, os chacras, a Kaballah, todas as religiões procuram fazer as pessoas compreenderem estes conceitos divinos, facilitam esta compreensão, aceleram o aprendizado se compreendidos através dos olhos da humildade.

Animus e Anima e Nosso Inconsciente

Carl Gustav Jung, psicólogo e discípulo de Freud, falava no inconsciente coletivo e nos arquétipos, nos símbolos do inconsciente. Estes símbolos estão presentes em todas as pessoas e são como imagens e conceitos que são alterados para o positivo ou negativo de acordo com traumas desta vida e de vidas passadas, vidas paralelas e dimensões. Ele falou dos arquétipos Anima e Animus, que seriam como a energia feminina e masculina (como dualidade), porém presentes em pessoas do sexo oposto, como espelho dos nossos processos de relacionamento com as figuras do sexo oposto das nossas vidas.

Anima seria como a bolinha preta no espaço branco do Yang e Animus seria como a bolinha branca no espaço preto do Yin.


Animus seria a parte masculina existente dentro do inconsciente coletivo da mulher, são arquétipos de homens (são quatro) em quatro fases da vida, que refletem as experiências com as figuras masculinas com quem a mulher entrou em contato nestas fases. Por exemplo, a figura de um pai, de um tutor, do marido, do filho. São estas figuras idealizadas que a mulher procura em um pai, um irmão, um namorado, um marido, um professor, em instituições religiosas, na mídia.

Carl G. Jung falou de quatro arquétipos de Animus dentro do inconsciente coletivo feminino.

. Homem do poder físico


O homem do poder físico seria o arquétipo musculoso, como Hércules ou Sansão. Para as mulheres, seria do nível mais físico, sexual, dos primeiros chacras. O homem dos instintos mais animais. Toda mulher sente atração por tipos musculosos ou pelo menos com músculos definidos. Seria como as forças do segundo chacra, as forças sexuais.

. Homem da ação e do romance


Este homem de ação e romance já pensaria um pouco mais, teria capacidade de iniciativa, de ação e planejamento, estratégia. É o homem sedutor, ou o herói dos mitos que planeja salvar a princesa do dragão ou eliminar adversários (que seriam simbolizados como o dragão) e conquistar a mulher. Ele tem um pouco menos de músculos. E precisa de aventura. É o aventureiro, como muitas mulheres sonham em ter.

. Professor, orador


O arquétipo do professor é bem claro. Um homem que vai ensinar, que tem um conhecimento maior. Toda mulher no fundo gosta de homens que sabem mais que ela em algum aspecto.

. Homem guia para o auto-conhecimento e para questões espirituais


Este arquétipo já seria mais do lado espiritual, seria um guia espiritual que leve para o auto-conhecimento. Pode ser Jesus, Buda, Krishna ou algum líder espiritual que a mulher queira seguir, alguma imagem de Deus.

Anima seria a parte feminina existente dentro do inconsciente coletivo do homem, arquétipos de mulheres, da mesma maneira que ocorre com Animus, são quatro arquétipos de Anima para as fases da vida e refletem as figuras femininas que surgem durante a vida do homem, como a mãe, a namorada, a esposa, a filha. Assim como na mulher, o homem procura o arquétipo da mulher ideal nas mulheres com as quais ele convive.

Carl G. Jung também falou de alguns tipos de Anima que os homens procuram tanto em mulheres que ele convive como em imagens mitológicas.

. Eva


Eva seria como a mulher que possui os traços físicos ou de tentação sexual, assim como o homem musculoso satisfaz a parte mais primitiva da mulher.

. Helena de Tróia


Helena de Tróia seria o arquétipo da mulher sedutora, que é desejada por vários homens e por isto leva o homem a ter que ser desafiado, o leva para ser o homem que precisa de uma estratégia para conquistar a mulher amada, pois agora ele tem adversários. É o lado feminino do homem de ação e de romance.

. Maria mãe de Jesus


Este é o aspecto maternal do arquétipo, com a sabedoria típica das mulheres, do instinto da mulher no sentido mais superior, o instinto maternal. É a mãe que carrega o filho em seu ventre e esta sabedoria o homem não consegue ter, é o que exclusivamente a mulher pode ensinar ao homem e ele não consegue saber pois não teve a experiência.

. Sofia


Este aspecto de Anima, Sofia, seria como a deusa grega Sofia que quer dizer "Sabedoria". É a sabedoria divina. É onde toda a dualidade é convertida em unicidade (os opostos são resolvidos com as virtudes e os conceitos da sabedoria divina).

Ela carrega na mão esquerda o cauduceu de Hermes, que seriam os chacras sendo abertos e os conflitos internos sendo resolvidos. Acima dela está a rosa e a cruz, a pomba do Espírito Santo e o terceiro olho. É o aspecto Yin, da água, da lua. É o que clareia as nossas questões adquiridas no mundo material, através da sabedoria divina.

Na mão direita, ela carrega o livro que simboliza o conhecimento. O sol aparece no lado direito, simbolizando o intelecto, a parte masculina da energia e também o espírito.

Estes são os opostos que Sofia consegue harmonizar e complementar.

Emma Jung (filha de Jung) diz que no princípio, projetamos para fora, nas nossas vidas, estas figuras arquetípicas, nas pessoas que convivemos. Em pessoas reais, é claro que estes ideais não serão atingidos e a pessoa precisará resolver este conflito interno para estar em paz.

É preciso tomar muito cuidado com as projeções que as pessoas fazem nos ídolos da mídia, pois muitos estão sendo manipulados por um governo oculto e ídolos são arquétipos poderosos que podem lançar conflitos internos nas pessoas. O fato destes ídolos descambarem a fazer coisas absurdas não é mero acaso. Um exemplo recente, um ídolo das adolescentes e pré-adolescentes desta geração que começou a se comportar de maneira ridícula, Justin Bieber. As meninas que o tinham como arquétipo de projeção de algum aspecto do Animus podem ter criado um conflito interno e podem passar a ter atração por tipos iguais ou então resolver o conflito, arranjando outro tipo de homem para a projeção. Mesmo os filmes, tenho observado como os mesmos são manipulados e tem um excesso de violência, armamento pesado, são sempre competitivos e agressivos.

Para ver a parte I e III, clique aqui:

UNICIDADE E DUALIDADE (PARTE I)
UNICIDADE E DUALIDADE (PARTE III)

Um comentário:

  1. Só existe amor incondicional, se houver ódio incondicional Nas outras dimensões o não existir é a plenitude.Os sentimentos são a verdadeira prisão
    e o inferno.

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